Minha poesiaNum caderno velho desaparece.
É proferida ao vento e esquecida
É minha alegria
É minha prece
Não sei rezar, mas tento
Rezo quando escrevo, me confesso.
Como a filha de um homem ocupado
Não sei se devo incomodar
Sei que canto
Sei que escrevo
Sei que não sei
Sei que não sei rezar
Incomodo o pai como uma criança egoísta
Será que ele me ouve de fato?
Ou faz como a maioria dos adultos,
Ignora o que digo
E me oferece um brinquedo?
MLSO